terça-feira, 31 de dezembro de 2019

PRIMEIRA EDIÇÃO DE TERÇA-FEIRA, 31/12/2019

NO OLHAR DIGITAL
China confirma nascimento de terceiro bebê geneticamente modificado
Pesquisador responsável por experimento foi condenado a três anos de prisão
Por Daniel Junqueira 
Terça-feira, 31/12/2019 - 09h50
Jiankui He, o pesquisador chinês condenado à prisão por ter criado bebês geneticamente modificados, foi responsável por mais crianças do que o inicialmente noticiado.
Em novembro de 2018, He anunciou o nascimento de duas crianças que, com uso da tecnologia de edição genética CRISPR, nasceram sem os genes CCR5, uma das portas de entrada do vírus HIV no organismo humano. Mas, ao ser condenado, a justiça chinesa citou uma terceira criança que também nasceu após o procedimento feito pelo pesquisador.
Quando anunciou os primeiros bebês, Jiankui citou uma terceira gravidez que estava em andamento, mas nada foi dito sobre ela desde então. Segundo a agência chinesa Xianhua, o pesquisador foi condenado por experimentos em que "três bebês geneticamente modificados nasceram".
Ou seja, a terceira gravidez foi até o fim e a criança nasceu. No entanto, nenhuma outra informação foi dada sobre o bebê - não se sabe se é menino ou menina, como está de saúde, e nem se sobreviveu aos primeiros meses de vida.
Apesar da China não ter leis que regulamentam a edição genética, o experimento do pesquisador foi criticado dentro do país desde que foi anunciado. Assim, não chega a surpreender que ele tenha sido condenado a três anos de prisão, além de pagar uma multa.
Fonte: Futurism


Nasa enviará veículo de exploração para 'estudar aliens' em Marte
Vinicius Szafran, editado por Maria Lutfi Segunda-feira, 30/12/2019 -17h45
Novo Rover foi projetado para analisar fósseis do que pode ter sido uma forma de vida extraterrestre

A Nasa, Agência Espacial dos Estados Unidos, organizou um media day e revelou alguns de seus projetos mais ambiciosos para o futuro. Entre eles, destaca-se uma curiosa missão espacial em Marte, onde os cientistas pretendem estudar uma possível forma de vida extraterrestre antiga.
Já sabemos que, durante meses, o Curiosity fotografou diferentes evidências de um possível ecossistema no planeta vermelho, incluindo o que poderiam ser insetos. De uma maneira ou de outra, isso representa a evidência de uma forma primária de vida fora da Terra. Como resultado, a Nasa criou o Mars 2020, um veículo de exploração espacial, especialmente projetado para a pesquisa e análise de fósseis em Marte. Seu lançamento seria em julho do próximo ano.
Uma vez que esteja completamente montado, o veículo será enviado ao espaço para iniciar sua exploração perto da cratera Jezero, onde estudará uma região que se acredita ser o leito de um lago seco. De acordo com os cientistas da Nasa, pode ter existido no local uma massa de água tão grande quanto o Lago Tahoe, situado nas montanhas da Serra Nevada, nos EUA. Assim, graças às suas características naturais, a área abrigaria muitos sedimentos bem preservados, com cerca de 3,5 bilhões de anos.
O Mars 2020 seria responsável por coletar e analisar amostras. A possibilidade de que essa região contenha fósseis de formas de vida extraterrestres ancestrais é, segundo os cientistas, consideravelmente alta. Além disso, ele será o responsável por abrir o caminho para as futuras missões tripuladas ao planeta vermelho.
A sonda carrega 23 câmeras, dois "ouvidos", que permitirão escutar o vento do planeta, e lasers que serão utilizados para análises químicas. O rover também possui braços articulados de quase dois metros e uma broca capaz de perfurar e abrir pedras em pontos identificados pelos pesquisadores como aptos para a vida.
Portanto, a missão do rover Mars 2020 será basicamente procurar por evidências de alienígenas, mais especificamente marcianos. No entanto, precisaremos esperar mais de seis meses para o lançamento da missão. 


sábado, 28 de dezembro de 2019

PRIMEIRA EDIÇÃO DE SÁBADO, 28/12/2019

NA SUPERINTERESSANTE
Ela é idêntica às vacas comuns, exceto por um detalhe: não tem chifres. Foi criada por uma empresa americana e liberada para criação no Brasil. Mas seu DNA continha genes invasores – vindos de uma bactéria.
Reportagem Bruno Garattoni e Eduardo Szklarz | Ilustração Carlo Giovani | Design Juliana Krauss
Está tudo pronto. Álcool, seringa, tesoura, facão e um martelo de ferro em forma de T. Dois homens dividem as tarefas: o ajudante enlaça a bezerra e a imobiliza, com as quatro patas amarradas, enquanto o chefe coloca o martelo no fogo. Usando a tesoura, eles aparam os pelos em volta dos dois “botões”, os pontos onde estão nascendo os chifres do animal. Injetam uma anestesia no local, mas é preciso segurar com força a vaquinha, que dá um pulo e se contorce de dor: o chefe acaba de decepar o primeiro botão do chifre com o facão, fazendo o sangue jorrar. Ele então pega o martelo em brasa e cauteriza a ferida, gerando uma fumaceira. A bezerra, em estado de choque, já nem se mexe. Só observa os dois homens, apavorada. Mas ainda não acabou. Eles suspendem o animal pelas patas e o deitam do outro lado, para repetir o procedimento com o segundo botão. No final, aplicam um spray cicatrizante no crânio ainda quente. A dor da ferida persiste por dias, semanas, meses.
Essa cena acontece todos os dias nas fazendas. É a descorna, também chamada de “mocha” ou “mochamento”. Alguns pecuaristas dispensam o facão e simplesmente queimam o chifre, que atrofia com a alta temperatura. Outros o removem utilizando um produto cáustico, que pode ser ainda mais doloroso – pois tem ação prolongada e também pode queimar o rosto da bezerra e as tetas da mãe. Em alguns casos, nem se usa anestesia. A descorna é um procedimento doloroso e cruel. Mas virou rotina no gado leiteiro, porque deixa as vacas mais dóceis, facilita a ordenha e reduz os riscos de ferimentos no criador e em outros animais. Existem raças de vaca que nascem sem chifre (“mochas”), mas elas dão menos leite. Os produtores preferem criar vacas leiteiras da raça Holstein, que produzem bastante – e apelar para o ferro em brasa. Assim caminha a humanidade.
Mas e se houvesse uma solução menos cruel e mais tecnológica, ou seja, mais humana? Em 2015, a empresa de biotecnologia Recombinetics anunciou o nascimento de Buri, o primeiro touro sem chifres desenvolvido por edição genética. Seu DNA foi alterado para que ele não tivesse chifres – uma característica que, eis o ponto importante, ele transfere aos descendentes [veja infográfico abaixo]. A ideia é usar o sêmen de machos editados, como Buri, para gerar rebanhos de vacas leiteiras sem chifres. Buri era malhado em preto e branco, do mesmo jeito que uma vaca Holstein, mas sua cabeça era lisa como a da raça Angus, que é mocha. Em questão de dois anos, portanto, a empresa americana conseguiu em laboratório o que os pecuaristas levariam décadas pelo processo natural de cruzamento nas fazendas. A nova tecnologia permitia acabar com o sofrimento animal, sem reduzir a produção de leite.
A chave da façanha era o chamado “alelo Céltico”, um gene que faz as vacas Angus não desenvolverem chifres. Ele foi introduzido, com exatidão, num determinado trecho do DNA de Buri, simulando o que ocorre naturalmente em raças mochas. 
--“Nós sabemos exatamente onde o gene deve ir, e o colocamos em seu lugar exato”, disse Tammy Lee Stanoch, o CEO da Recombinetics, à imprensa americana em 2017. 
--“Temos todos os dados científicos provando que não há efeitos fora do alvo.”
Começava, ali, uma nova fase na evolução agropecuária: a era dos bovinos geneticamente modificados. Em novembro de 2018, o sêmen de Buri foi liberado para uso no Brasil. Até que, no primeiro semestre de 2019, tudo mudou. Uma descoberta feita por acaso revelou que, na verdade, Buri era um animal problemático: continha DNA de bactéria misturado ao bovino. E, pior ainda, suas células carregavam genes de resistência a antibióticos.
(Design: Juliana Krauss / Ilustração: Carlo Giovani/Superinteressante)


A constelação de Órion está prestes a perder sua estrela mais brilhante
Betelgeuse pode explodir em uma supernova a qualquer momento — daqui 100 mil anos ou hoje mesmo. Astrônomos estão em alerta após uma queda no seu brilho.
Por A. J. Oliveira
Sexta-feira, 27 dez 2019, 19h38
(James Stone/Getty Images)
Órion, o caçador, em breve vai perder seu ombro direito. A constelação icônica – cujo cinturão é formado pelas Três Marias – está fadada a perder sua estrela mais brilhante, Alpha Orionis (também conhecida como Betelgeuse), desaparecer. Essa estrela colossal a 700 anos-luz da Terra tem 12 vezes a massa do Sol e é cotada para explodir em uma supernova a qualquer momento. 
Ela está entre as principais candidatas a acabar com a seca de supernovas da Via Láctea: a última explosão estelar violenta desse tipo ocorreu em 1604 e foi observada por ninguém menos que o mítico astrônomo Johannes Kepler. Pelas contas dos especialistas, já passou da hora de o fenômeno raro que marca o fim da vida das estrelas muito massivas ocorrer de novo nas nossas redondezas galácticas. E Betelgeuse dá indícios suspeitos.
Em dezembro, a comunidade astronômica começou a notar que sua magnitude (o brilho) tinha sofrido uma redução considerável. Não que isso seja algo anormal para essa estrela gigante vermelha: sabe-se que ela tem o brilho variável desde 1836. Mas uma queda assim, tão intensa e abrupta, é a primeira no século 21. Por isso os astrônomos estão em estado de alerta, na expectativa de que o ombro de Órion esteja finalmente explodindo.
A verdade é que Betelgeuse é uma bomba relógio com um timer surpresa: é certeza que ela vai explodir e que não vai demorar muito (na escala cósmica), mas não há como prever quando exatamente a supernova vai acontecer. Pode ser daqui a 100 mil anos ou hoje à noite. É um sol tão grande e inchado que, se fosse colocado no centro de nosso Sistema Solar, chegaria para além da órbita de Júpiter. 
Estrelas são bolas de hidrogênio que deveriam colapsar por causa da gravidade, mas mantém-se estáveis porque o elemento é fundido no núcleo para gerar átomos de hélio – um processo que expele energia para fora. Supernovas acontecem quando uma estrela funde elementos cada vez mais pesados até chegar no ferro – que não ser de combustível. A gravidade vence o cabo de guerra e o astro entra em colapso. Conforme as camadas exteriores colidem com núcleo, são expulsas para fora em uma espetacular explosão.

Quer mudar de vida em 2020? Trabalhe em castelos medievais na Escócia
Órgão que zela pelo patrimônio do país busca pessoas para guiar turistas e cuidar de ruínas espetaculares da Idade Média — uma delas às margens do Lago Ness
Por A.J. Oliveira
Quinta-feira, 26 dez 2019, 19h01
(Ralph Ehoff / 500px/Getty Images)

Fim de ano chegando e é quase inevitável bater aquele anseio por uma grande mudança ou recomeço na vida. E se você curte tudo o que remeta aos tempos medievais, uma boa notícia: seu novo emprego em um castelo na Escócia pode estar a poucos cliques de distância.
Calma, a gente explica. O Historic Environment Scotland, órgão público que conduz pesquisas, preserva e promove o patrimônio histórico do país, está recrutando novos funcionários para trabalhar em diversas ruínas. O trabalho em si não é muito complexo. Consiste, em sua maioria, em acolher os milhares de turistas que visitam as atrações, além de desempenhar cuidados básicos para conservar as antigas estruturas e seus terrenos.
Por exemplo: alguns dos castelos, localizados em ilhas, estão precisando de operadores de barcos para levar e trazer os visitantes. Já outros necessitam de serviços de jardinagem, ou ainda de pessoas para monitorar os estacionamentos. No geral, os cargos são sazonais e não exigem tanto dos candidatos. De acordo com o Historic Environment, basta apenas ter atitude entusiasmada e amigável, entregar um serviço ao consumidor de qualidade e ter a vocação de ser um “embaixador” da Escócia.
Ao todo, são nove vagas. Estrangeiros são bem-vindos no processo de seleção, que dura até 16 de janeiro, e o salário varia entre 18 mil e 19 mil libras ao ano – mais de R$ 90 mil reais anuais.


quinta-feira, 26 de dezembro de 2019

EDIÇÃO PRIMEIRA DE QUINTA-FEIRA, 26/12/2019

NO JORNAL O POVO
Associação luta pelo reconhecimento das pessoas feias: saiba como se associar 
Não estamos sozinhos! Mais de 30 mil pessoas fazem parte da organização, que atua em pequena cidade da Itália 
Por WANDERSON TRINDADE
Quarta-feira,17:11 | 25/12/20190
Mais de 30 pessoas fazem parte da organização, que atua em pequena cidade da Itália (Foto: Reprodução / Facebook / Club dei Brutti)

Desprovido de beleza, desagradável à vista ou mal diagramado são alguns dos tratamentos usados para classificar uma pessoa feia. Se você está também contemplado neste grupo, saiba que não está sozinho. Na Itália, a Associação Mundial de Pessoas Feias dispõe de mais de 30 mil membros, sendo dedicada à luta pelo reconhecimento de pessoas feias em uma sociedade que valoriza a beleza física.
No italiano, a organização é conhecida como Club dei Brutti, que carrega o lema: "Uma pessoa é o que é e não o que parece.” Localizada no município de Piobbico, na região de Marche (leste italiano), a associação foi fundada em 1879. A priori, nasceu como um clube com serviço de encontros para mulheres solteiras da cidade, mas ao longo do tempo ganhou novo significado.
Os moradores locais passaram a assumir a missão de lembrar que a beleza interior seria mais importante do que a aparência física. E foi assim que o Club dei Brutti passou a se tornar conhecido, exibindo em seu emblema o slogan "Feiúra é uma virtude, beleza é escravidão."
Seu patrono é o deus do fogo Vulcano que, segundo conta a mitologia romana, era tão feio que sua mãe o jogou de um penhasco. Ele sobreviveu e se tornou um ferreiro qualificado, tanto é que fornecia boas armas a Aquiles. Por isso, teria sido admitido no Monte Olimpo, onde se casou com a bela Vênus, a deusa do amor.
Com tamanha história, a associação tem atravessado gerações com membros espalhados por 25 diferentes sedes por diversos países.
Para se associar
Se você conhece alguém ou se mesmo tem alguma afinidade com associação, saiba que é muito fácil tornar-se sócio. Conforme explica o presidente da organização, Giovanni Aluigi, os membros mais antigos precisam apenas julgar e classificar a “feiúra” dos candidatos. Essa catalogação pode variar de "não especificado" a "extraordinariamente feio".
Festival dos Feios
Anualmente, membros e simpatizantes da associação se reúnem na cidade de Piobbico. O evento acontece no primeiro domingo de setembro, servindo ainda para eleger o presidente que comandará a organização no ano seguinte.

NOTÍCIAS.ESQUISITO
Bolo de 141 anos virou herança de uma família nos EUA 
A sobremesa foi preparada por Fidelia Ford em 1878, mas ela morreu antes de conseguir comê-la e a família decidiu guardar o quitute como forma de respeito 
Do Estadão Conteúdo - 16/12/2019 - 18:14
A família Ford, que vive no Estado norte-americano de Michigan, tem uma herança peculiar: um bolo de frutas de 141 anos. A sobremesa foi preparada por Fidelia Ford em 1878, mas ela morreu antes de conseguir comê-la e a família decidiu guardar o quitute como forma de respeito. O bolo foi guardado em um recipiente de vidro, que traz a data de fabricação no topo. Desde então, o doce foi passado de geração em geração.
Atualmente, a responsável pelo alimento é Julie Ruttinger, tataraneta de Fidelia. Ela recebeu o bolo após a morte do pai, Morgan Ford, em 2013. 
—"Ele cuidou do bolo até o dia em que morreu. Nós sabíamos que [o bolo] significava muito para ele", disse Julie em entrevista para a Associated Press. 
—"[O bolo] é uma tradição. É um legado", completou. 
De acordo com o jornal Detroit News, o Guinness World Records definiu um bolo de 4.176 anos, que estava na tumba de um faraó egípcio, como o mais antigo já encontrado. Portanto, a sobremesa dos Ford ainda está longe de bater o recorde. 
Com informações da AP

Vacas estão usando óculos de realidade virtual para produzir mais leite
Experiência tem sido feita pelo Ministério de Agricultura e Alimentos da Região de Moscou
Do Metro Jornal - 3/12/2019 - 09:37
Por essa você não esperava: a Rússia está testando um método um tanto diferente para que as vacas produzam mais leite. A ideia do Ministério de Agricultura e Alimentos da Região de Moscou é que a performance dos animais na hora de ordenhar leite aumente a partir do uso de óculos de realidade virtual. Bizarro, não?

Homem vai ao hospital para tratar joelho e descobre que o pênis está virando osso 
Enfermidade é caracterizada pelo desenvolvimento de tecido cicatrizante no corpo do pênis, causando inflamação 
Por Rodrigo Almeida, do Metro Jornal - 12/08/2019 - 10:19 Atualizado em 12/08/2019 - 10:23  
Depois de dar entrada em um hospital com fortes dores no joelho, um senhor de 64 anos descobriu por meio de exames de raios-X que o pênis dele estava calcificando.
O mais estranho é que o homem deu entrada no Centro Médico Licoln no Bronx’s, em Nova York, depois de cair na rua. Durante a bateria de exames, a rara condição, que causa ossificação na base do órgão, foi descoberta pelos médicos. O que torna o caso diferente é que, de acordo com as imagens, o pênis todo está se transformando em osso.
O caso será publicado na revista médica Urology Case Reports. Até hoje, apenas 40 situações parecidas foram analisadas. Segundo os médicos, o homem relatou dores na região pélvica. Antes que pudesse ser examinado com mais calma, o paciente deixou o hospital contra indicação médica. A suspeita é que esses casos geralmente ocorram por uma condição chamada de doença de Peyrone.
A enfermidade é caracterizada pelo desenvolvimento de tecido cicatrizante no corpo do pênis, causando inflamação e curvatura do órgão. Ela também causa muita dor durante as ereções e pode levar à impotência.

Mulher se casa com ela mesma e atrai seguidores da 'sologamia' 
Evento celebra o amor próprio e ocorreu em uma praça da capital mineira 
Estadão Conteúdo - 28/05/2019 - 16:04 - Atualizado em 28/05/2019 - 16:05 
A empresária Jussara Couto, de 38 anos, casou-se consigo mesma no último domingo, 26, em Belo Horizonte, Minas Gerais. Ela se tornou a primeira pessoa a fazer um casamento sologâmico - ou seja, de um membro só - no Brasil. 
O evento ocorreu em uma praça da capital mineira para celebrar o amor próprio, com a presença de amigos e familiares. Ao som de Tocando em Frente, de Almir Sater, e vestida de noiva, com um buquê nas mãos, a mulher subiu em um altar improvisado e falou palavras de autoestima e aceitação.
A iniciativa chamou a atenção dos usuários do Instagram, que não economizaram elogios ao falar de Jussara. 
—"A vida que segue sempre é bem acompanhada do amor próprio", escreveu uma internauta. 
—"Você é exemplo para muitas pessoas que não se amam, que não sabem o quanto são maravilhosas", disse outra. 
Por outro lado, alguns internautas não gostaram da ideia. —"Isso é para tirar dinheiro de gente narcisista, que deseja mandar recado para um ex-companheiro nas redes sociais e ostentar, ser o centro das atenções. Isso está longe de ser autoestima", criticou uma mulher. 
—"É narcisismo, não é casamento. Não me chamem para isso pelo bem da Humanidade", reclamou outra.
O que é a sologamia?
A 'noiva' e sua amiga Daniele Cerqueira, ambas profissionais da área de eventos, criaram a organização Eu Comigo, especializada em casamento sologâmico. 
—"A cerimônia não é feita para substituir alguém, ou porque a pessoa não quer se relacionar com outra no futuro", explica a dupla na página do Instagram. 
—"O auto casamento pode ser qualquer coisa, desde um simples ritual no quarto de alguém até uma celebração mais luxuosa", completa.
Esperançosas com a iniciativa, as empresárias acreditam que as pessoas que trabalham na indústria de casamentos terão que pensar em serviços para os 'sologamistas' nos próximos anos.

quarta-feira, 25 de dezembro de 2019

VEJA ESTAS - PRIMEIRA EDIÇÃO DE QUARTA-FEIRA, 25/12/2019

NA SUPERINTERESSANTE
Fóssil de réptil indica que amor materno já existia há 300 milhões de anos
Toco de árvore no Canadá continha fósseis entrelaçados de um réptil adulto e seu bebê, que ele tentava proteger de um desastre natural.
Por A. J. Oliveira
Terça-feira, 24 dez 2019, 00h05
(Henry Sharpe/Reprodução)

Pouco mais de 300 milhões de anos atrás, duas criaturas morreram de forma trágica. Elas estavam dentro de um buraco no toco de uma árvore, até que um evento drástico soterrou a cavidade com sedimentos. Cientistas acham que a toca foi inundada em uma tempestade. Esses répteis, parecidos com lagartos, forneceram uma evidência sólida de que pais e mães já cuidavam de suas crias 40 milhões de anos antes do que se esperava.
Havia dois fósseis de vertebrados quadrúpedes no interior do antigo toco — um maior, outro menor. O grande media cerca de 20 centímetros do focinho até a base da cauda e foi fossilizado em uma posição curiosa junto do réptil pequeno. O bichinho estava embaixo de uma das patas do bichão, e enrolado pela sua cauda. É um indício convincente de que a mamãe (ou o papai) tentou proteger o filhote do perigo iminente. Não conseguiu.
Mas, para os cientistas, o sacrifício desses animais foi de grande valor. Pertencentes a uma espécie até então desconhecida da família 'Varanopidae', bem mais antiga que os dinossauros, os répteis sugerem que o cuidado parental é um comportamento que existe desde não muito depois de os vertebrados dos ambientes aquáticos invadirem a terra firme, por volta de 400 milhões de anos atrás. 
A descoberta ocorreu na ilha de Cape Breton, que fica na província de Nova Escócia, ao leste do Canadá. Outro fato inusitado é que quem encontrou os restos mortais das criaturas foi Brian Hebert, um sujeito que não é paleontólogo profissional, mas sim um entusiasta de fósseis e dono de uma lojinha de 'souvenirs'. Hebert também organiza passeios nas falésias de Joggins, litoral riquíssimo em fósseis. Ele é parte da equipe de campo de Hillary Maddin.
Maddin é pesquisadora da Universidade de Carleton em Ottawa e foi uma das autoras do artigo, publicado nesta segunda (23) na Nature Ecology and Evolution. 
—“Esses fósseis muito frágeis, especialmente o bebê, estão preservados em uma posição muito natural e devem ter sido enterrados muito rapidamente”, ela disse ao jornal The Guardian. O estudo é importante pois enriquece o debate em torno do surgimento do tal “amor materno”.
O cuidado parental é uma estratégia que muitos animais desenvolveram para aumentar as chances de sobrevivência de sua prole. Pode assumir diversas formas, desde o ato das aves construírem ninhos, até os polvos, que guardam diligentemente seus ovos. Muitos param por aí, quando o filhote vem ao mundo, mas alguns bichos continuam cuidando de seus filhos por um período prolongado de tempo depois do parto ou que os ovos chocam.
Essas criaturas que optam por prover comida e proteção aos seus pequenos descendentes proporcionam uma probabilidade ainda maior de que eles sobrevivam neste mundo cão, repleto de perigos e predadores. Além dos répteis e das aves, nossa própria classe, os mamíferos, fornece o melhor exemplo de cuidado parental. Afinal, nosso zelo é tamanho que as mamães produzem leite para alimentar seus filhos. Tudo tem um preço: os próprios pais acabam um pouco debilitados com tamanho esforço de tempo, recursos e energia.
Os cientistas ainda não sabem se a família dos Varanopidae a que pertence a espécie, batizada de 'Dendromaia unamakiensis', é de um ramo evolutivo que deu origem aos mamíferos, como se pensava antes, ou se é ancestral só dos répteis. Ambos os cenários confirmam que o cuidado parental surgiu cedo, e é possível que tenha evoluído paralelamente em grupos distintos de animais, de diferentes períodos de tempo. 
Steve Brusatte, um paleontólogo da Universidade de Edimburgo ouvido pelo Guardian, resume bem o fascínio que essa descoberta evoca. 
—“É incrível pensar que algo que consideramos tão humano — pais tomando conta de seus filhos — foi desenvolvido há tanto tempo, em ancestrais tão distantes, quando o mundo era diferente demais.”
Por A. J. Oliveira

Quais as tradições mais esquisitas de Natal?
Reunimos cinco tradições curiosas que rolam pelo mundo nessa época do ano – para você nunca mais reclamar das nossas.
Veja vídeo neste link: https://youtu.be/fCoDFT6BMaE
Por Rafael Battaglia
Ah, o Natal! Época de trocar presentes, enfeitar a casa, comer aves estragadas…Pois é! Se você não curte as tradições que rolam aqui no Brasil, como o amigo secreto e a uva passa no arroz, talvez repense sua opinião ao ver este episódio especial do SUPER Responde.